quinta-feira, maio 24, 2007

sexta-feira, maio 11, 2007

Defeitos aos nossos olhos...

Nasci com 3 sinais no meu rosto. Dois que herdei de minha mãe e outro que surgiu na brincadeira. Durante um bom tempo eles não me incomodaram. Era desagradável ir ao médico e todos perguntarem: “O que é isso no seu rosto?” Vontade de responder: “São pintas seu burro, não enxerga?” Enfim... as pintas começaram a me incomodar quando pensei em casar. O que o casamento pode fazer com uma pessoa né? Faz a gente pensar em coisas “nunca” notadas.

Criei coragem e resolvi tira-las. Marquei consulta, avisei minha mãe que ficou um tanto quanto chocada com o fato de eu tirar algo que era “prova” de que eu era sua filha. Um sinal genético rsrsrs. Enfim... tirei.

Me sinto com outro rosto, uma face mais limpa, mais suave. Ainda pretendo fazer a cirurgia do desvio do septo para corrigir meu nariz que é um pouco torto e mais ainda, minha respiração. Mas não é disso que quero falar.

Aquilo que parece defeito aos nossos olhos nem sempre o é para aqueles que estão à nossa volta. Muitas pessoas perguntavam: “O que vc fez no rosto?”. Eu respondia: “Tirei minhas pintas”... espanto. “Pintas? Mas que pintas?”... Hein? Como assim que pintas? Pois é... esse foi o comentário que mais ouvi.
Prefiro encarar como realidade a primeira frase deste parágrafo do que pensar: “Quando as pessoas falavam comigo, em que exatamente elas pensavam? Elas realmente olhavam pra mim ou vagavam em seus pensamentos?” Não se espantem... amigos antigos (será que eles realmente o são?), professores, parentes, pessoas com quem eu CONVIVO... foi decepção total, pra mim, saber que aqueles com quem eu VIVO ao menos se prezam em conhecer aquilo que sou por fora... se isso é assim, imagina a preocupação que eles devem ter em conhecer o lado íntimo e mais profundo de minha pessoa.

Me surpreendi com essas pessoas, mas ao mesmo tempo, foi bom saber que naquelas 5 pessoas que eu esperava eu encontrei um sorriso largo dizendo: “Putz que legal, vai ficar bom”, ou “Ah... agora não vai ser mais a Flávia de sempre”. Estes sim lembravam das pintas e sabem muito mais sobre mim do que qualquer um.

Amigos... com pinta ou sem elas... amo vcs.

segunda-feira, maio 07, 2007

OUTONO

Fugindo um pouco do assunto principal da minha vida hoje, me deparei um dia desses com um belo por do sol.

Lembrei das estações... sobre a singularidade de cada uma delas.
Lembrei da Primavera, das Flores, daí me veio à mente uma música que a Eliana dos dedinhos gravou que chamava primavera. Antes que eu lembra-se a letra da música pulei para o verão.
Praia, sol, areia... faz tempo que não vou à praia. Não sobra dinheiro para o lazer e minhas prioridades mudaram já tem um ano e meio. Mas... a vontade ainda está aqui dentro. Cheguei no outono.
Lembrei de que eu não gostava de frio. Aprendi a gostar em Campos do Jordão... o Fe me ensinou a não fugir do vento, do frio, da neblina. Ele me ensinou a curtir, a experimentar a sensação do frio, a ficar em frente a lareira pra se esquentar, me mostrou como o abraço dele pode ser quente e substituir algumas blusas.
Foi aí que parei meu pensamento e olhei... o céu tingido de laranja, com alguns traços que lembravam o vermelho, o céu azul querendo se transformar em algo mais negro, e o amarelo fazendo o fundo daquela vista.
Pensei... OUTONO.
Como são belos os fins de tarde do outono. Aquela vista trouxe alívio para o meu dia agitado. Me fez pensar no Autor da Vida. Como Deus é um magnífico artista. Fiquei a sonhar com aquele céu, com aquele sol... e o vento, o frio que invade as noites de outono... este vinha ao meu encontro e me envolvia. Me escondi entre as blusas, mas fiquei ali, a olhar para o por do sol do outono.

Ah... o por do sol do outono.