terça-feira, janeiro 24, 2006

O que fazer?

O que fazer quando a sensação de traição paira no ar?
Não traição com o sexo oposto, mas... O que fazer quando você sente que suas amigas não são tão amigas assim?
O que fazer quando coisas importantes na vida delas acontecem e você não fica sabendo? Simplesmente descobre?
A sensação de ser deixada para trás me aperta o peito. A raiva que sinto atinge meu corpo em uma dor aguda e cortante. Uma ira fuziladora me faz querer voltar ao passado e cancelar todos os segredos compartilhados.
Por que contei a ela sobre a minha paixão e amizade por ele? Por que dei detalhes do meu primeiro beijo com ele? Por que era para ela que eu ligava quando brigávamos?
Não encontro respostas para essas perguntas. Na verdade, a única resposta é porque ela era minha amiga.
Agora, por que ela não me contou sobre ele? A resposta mais óbvia que encontro é: Porque não sou amiga dela.
Tudo aquilo que eu achei que seria eterno e duradouro, têm se desmoronado após minhas incríveis descobertas.
A conclusão que chego é que cada vez mais as amizades que eu julgava ser as mais sinceras estão se transformando em simples cumprimentos: oi, tchau, boa noite...
Hoje, só peço à Deus que ao menos o nosso amor seja ete
rno e sincero como tem sido até hoje.

terça-feira, janeiro 03, 2006

Diário de Bordo – A Chegada

Para quem não sabe, este final de ano para mim não será muito diferente do ano passado. Vim para Campos com meu namorado e sua família e com minha irmã. A diferença é que o ano novo tb será comemorado aqui.
Muitos já me perguntaram porque não passar as festas de fim de ano com minha família. Na verdade eu passo, em partes. Minha irmã é parte integral da minha família, um pedaço dela que me acompanha em quase todos os finais de ano. Com relação aos meus pais e ao meu irmão, sim eu tenho um irmão, a situação é um pouco mais complicada.
Quando eu era criança, essas festas eram comemoradas em casa. Nós tinhamos a nossa própria árvore de Natal, os nossos próprios presentes, nossa própria ceia. Eu adorava tudo aquilo. Isso quando não íamos para Campo Limpo na chácara dos padrinhos. Na verdade, não consigo me lembrar de alguma festa de Natal depois que eles venderam a chácara. Mas enfim, o Natal tornou-se extinto em minha casa por crença. Mais pelo meu pai, o chefe da família. Não o acho errado por isso, cada um tem seus motivos. E na verdade nem eu estudei tudo a fundo para ter minha própria opinião com relação ao assunto. Mas há uma verdade em tudo isso. Após a extinção dessas festas “pagãs”, é difícil ver a família reunida novamente. Esse, um dos motivos primordiais que fazem meu coração ficar pesado nessa época.
Será que quando eu me tornar mais velha, ter os meus princípios mais firmados, e for esposa e mãe de pelo menos 4 filhos, será que eu abrirei mão de festas ou momentos com a família por causa de religião? Que fique bem claro que a crítica não é ao meu pai, já disse que ele tem os seus motivos e que não tiro a razão dele. Mas, minha encrenca é com a igreja? Talvez. O que essa “instituição” tem feito com o homem? O que será que Deus, em Sua infinita grandeza tem pensado ao olhar para nós? O que nós, aqueles que ensinamos em nossas igrejas, que doutrinamos o povo, temos priorizado?
Sabe? Houve uma época em minha vida em que eu brigava por doutrinas, mas depois da “perda de minha família” em minha vida, eu me pergunto: será que isso vale a pena? Onde ficam os maiores mandamentos de amarmos a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos? Onde fica a importância da família em nossas vidas? Claro que tb sou culpada por isso, afinal eu não faço esforço paa ao menos passar a virada do ano com meus pais. Infelizmente acho que cada um foi para o seu lado. Mas penso: e o que acontecerá quando eu for grande? Quando meus filhos dependerem de minhas decisões para seguir a vida? Quando meu marido pedir minha opinião? Será que eu deixarei ele tomar decisões erradas por amor, ou serei idônea ao ponto de neste momento contar minhas decepções familiares e abrirmos mão da igreja pela nossa família? Não estou tentando dizer que a igreja é errada. Pelo contrário, ela é uma das coisas mais importantes em minha vida, que me ajudou e ainda me ajuda a crescer. Mas o que temos priorizado? A igreja? A família? Deus? Qual tem sido sua prioridade? Qual tem sido a minha prioridade?
Uma coisa é verdade, depois que crescemos nós tomamos as nossas próprias decisões, seguimos o nosso próprio caminho. Assim como nossos pais tem um peso em nossas decisões, nós tb seremos responsáveis pelas decisões de nossos filhos.
Hoje, adotei a família do meu namorado como minha família. Hoje, é com eles que passo as festas de fim de ano. Sinto sim falta dos meus pais e do meu irmão, mas chegamos em uma fase que ninguém pode abrir mão de seus compromissos a favor da família.
Sei que o amor que nos une como pai, mãe, irmãs e irmão é maior do que simples festas de fim de ano. Amo muito minha família, e agradeço a Deus por ter uma. Mas tb agradeço ao Homem por ter inventado o aniversário, dia dos pais e das mães. Afinal, sobraram alguns momentos para a minha família.
Salvos pelos aniversários.

Fiquem com Deus, e lembrem-se que o amor é o dom supremo.