O X do Turismo
Como é que separamos tarados de gente normal que só quer se divertir e transar?
Por J. Pinto Fernandes – Edição Outubro/2007 Revista Viagem e Turismo
A exploração sexual de meninas e meninos de 11, 12,14 anos no Brasil, por parte de turistas, é um dos retratos mais tristes da nossa miséria. A face deplorável do chamado turismo sexual. Logo que assumiu a sua pasta, a ministra Marta Suplicy disparou uma ou duas frases de efeito sobre o assunto – rapidamente esquecidas, por sorte.
Agora, há um outro turismo sexual de que pouco se fala e que acaba não saindo do armário porque o termo ficou estigmatizado. Se levarmos em conta a expressão estricto sensu, “turismo sexual” é aquele praticado por turistas que estão atrás de... sexo. E a gente sabe que o sexo é um fator poderoso, eventualmente, para decidir uma viagem. O Carnaval, por exemplo, não tem uma enorme parcela de turismo sexual? Claro, não me refiro ao sujeito que tira o feriado para passear com a família. Mas e os rapazes e garotas que vão a Salvador e quebram recordes de beijação seguindo os trios? Aquilo não é turismo sexual?
E os cruzeiros de balada? Aquele povo todo se beijando na piscina e esticando a festa nas cabines não está praticando turismo sexual? A não ser que seja um encontro de jovens em Cristo que perdem a cabeça por causa da insolação.
Os pacotes para o público GLS são outro bom exemplo. A maioria deles inclui visitas a boates, saunas gays e outros estabelecimentos específicos para que está interessado em transar. Se isso não for turismo sexual, eu não sei o que é.
Como é que separamos tarados de gente normal que só quer se divertir e transar?
Por J. Pinto Fernandes – Edição Outubro/2007 Revista Viagem e Turismo
A exploração sexual de meninas e meninos de 11, 12,14 anos no Brasil, por parte de turistas, é um dos retratos mais tristes da nossa miséria. A face deplorável do chamado turismo sexual. Logo que assumiu a sua pasta, a ministra Marta Suplicy disparou uma ou duas frases de efeito sobre o assunto – rapidamente esquecidas, por sorte.
Agora, há um outro turismo sexual de que pouco se fala e que acaba não saindo do armário porque o termo ficou estigmatizado. Se levarmos em conta a expressão estricto sensu, “turismo sexual” é aquele praticado por turistas que estão atrás de... sexo. E a gente sabe que o sexo é um fator poderoso, eventualmente, para decidir uma viagem. O Carnaval, por exemplo, não tem uma enorme parcela de turismo sexual? Claro, não me refiro ao sujeito que tira o feriado para passear com a família. Mas e os rapazes e garotas que vão a Salvador e quebram recordes de beijação seguindo os trios? Aquilo não é turismo sexual?
E os cruzeiros de balada? Aquele povo todo se beijando na piscina e esticando a festa nas cabines não está praticando turismo sexual? A não ser que seja um encontro de jovens em Cristo que perdem a cabeça por causa da insolação.
Os pacotes para o público GLS são outro bom exemplo. A maioria deles inclui visitas a boates, saunas gays e outros estabelecimentos específicos para que está interessado em transar. Se isso não for turismo sexual, eu não sei o que é.
