quarta-feira, agosto 31, 2005

Por que Turismo?

Esse texto, que na verdade foi uma redação elaborada em sala de aula saiu um pouco de imediato. Mas apesar disso, acredito que ele fala muito sobre a minha escolha profissional. Se eu fosse reescrevê-lo hoje, a conclusão seria um pouco diferente. E sei que se eu for reescrevê-lo amanhã, também terá outras diferenças. Mas vou postá-lo como foi criado, pensado... vivo. Acredito valer a pena, afinal... a nota foi boa. Boa leitura.
Turismo. Por que turismo? Quem sabe? Nem eu sei o porquê dessa escolha. Acredito ser algo ais al´me do que ambição ou questão de status, e muito menos relação com o sucesso profissional. Afinal, não é segredo que este campo ainda está em crescimento, e que avança ou recua junto com o mundo. Ficou confuso? Eu explico. Usemos os exemplos das ondas tsunâmis que invadiram alguns países da Ásia. Muitos turistas deixaram de visitá-los pela calamidade em que se encontravam, assim o país fica sem a atividade turística que rende uma certa quantia para a economia local. Neste ponto do globo terrestre, podemos dizer que o turismo deu alguns passos para trás.
Turismo. Por que turismo? Quem sabe? Nem eu sei o porquê dessa escolha. Qual a graça em ver pessoas se divertindo enquanto você trabalha? Qual a motivação de estar em uma agência de viagens, escolhendo um roteiro de praias paradisíacas para uma alegre família, em um dia de calor escaldante, enquanto o ar-condicionado parece não funcionar? É claro que o turismo não abrange apenas agências, mas sim todo e qualquer processo que esteja inserido no deslocamento, estada, transporte, alimentação e lazer do turista. Mas uma coisa é certa. Como eu já disse, enquanto os turistas se divertem, nós trabalhamos.
A beleza do turismo é, de uma forma ou de outra, você fazer parte dessa diversão. De propiciar momentos românticos para o casal, momentos de diversão para as crianças, jovens e adolescentes, momentos culturais para a família, e até mesmo simples momentos sem a tensão do dia-a-dia. Tudo isso porque enquanto o mundo "morre" na violência, nós temos a oportunidade de ver e sentir que as pessoas ainda são humanas, temos o privilégio de fazer parte e de poder participar, de uma forma às vezes simbólica, da felicidade alheia.

quinta-feira, agosto 18, 2005

Tempo


“O tempo perguntou pro tempo: Quanto tempo o tempo tem?
E o tempo respondeu pro tempo que o tempo não tem tempo.”

E você? Quanto tempo você tem? Quanto tempo você acha que o tempo tem?
Essa semana parei para pensar um pouco no tempo. Pensar o quanto eu tenho vivido em função dele, mas sei que não estou sozinha nessa. Talvez você também seja como eu... vivendo em função do tempo. Precisando controlar seus horários e dividí-los em uma pequena agenda para não perder um milésimo de segundo qualquer, porque como dizia o bom e velho “capitão do Chapolim”: Time is money.
Lembro-me de quando o Felippe (meu namorado para aqueles que não sabem) me deixou em casa no domingo... eu me segurei para não dizer que eu não via a hora de chegar sexta-feira. Evitei este comentário porque sempre acabo tendo uma semana ruim quando anseio pelo fim de semana. Resolvi me dedicar e aprender o que ele sempre me ensinou: Carpe Diem. Resolvi “saborear”as minhas 8 horas diárias no trabalho, o serviço corrido, as aulas aprendidas na faculdade, o papo jogado fora com as amigas... enfim, eu curti a minha semana. Quando me dei conta, já era quinta-feira. Daí pensei no tempo que eu havia perdido. Lições que ficaram por fazer, revistas e papéis que ficaram à espera de um lugar organizado, roupas por guardar... Daqui a pouco é sábado e essas coisas vão continuar da mesma forma, porque tenho outras coisas para fazer.
Pensando, eu queria ter mais tempo, queria ser igual minha mãe. Poder acordar a hora que quiser e ficar em casa arrumando minhas coisas. Mas... problemas. Se eu quiser ser como mamãe, terei marido, filhos e casa para cuidar... Hum, pensando bem, é melhor eu viver o meu momento, pois “a cada dia basta o seu mal”.
Passamos por fases nas nossas vidas. Fases em que temos tempo, outras em que precisamos dele, enfim... esse é o jogo que tentamos vencer dia após dia: a vida. Mas, fica uma pergunta para reflexão: você tem feito do tempo um aliado para ajudá-lo a vencer o jodo da vida ou o tem tratado como simples coadjuvante da sua história?

terça-feira, agosto 16, 2005

Sopro

"Ele vem pra te salvar,
Ele vem para te salvar,
Diga ao cansado
o Teu Senhor virá,
Ele vem para te salvar."

Quando essas palavras foram pronunciadas, elas realmente soaram como música para os meus ouvidos. Mais que isso, senti um alívio em minh'alma.
Parece que durante um tempo de minha vida cristã, eu havia esquecido do porquê do sacrifício Daquele Homem em uma cruz. De repente, algo dentro de mim havia quebrado. O vidro que estava ao meu redor se despedaçou com o soar daquela canção.
Foi para me salvar que Aquele Homem havia morrido. Foi para me tornar livre e pura que Ele se entregou. E foi para me consolar que ao terceiro dia, o sepulcro onde Ele estava achava-se vazio.
Por um tempo, eu deixei com que a minha vida espiritual se misturasse com a vida que eu estava levando naquela instituição. Deixei com que o meu descontentamento com homens, interferissem no meu relacionamento com o Homem que morreu por mim.
Enquanto as notas eram tocadas, Ele, Ele mesmo fez com que eu voltasse para casa. Senti saudades do Primeiro Amor, e tive a sensação de que há muito, muito tempo eu não me aproximava Dele. O máximo que consegui fazer foi me quebrar por inteira. Deixar que o perfume que ainda existia em mim, por pouco que fosse, subisse como cheiro suave em oferta pelo que Ele havia feito por mim.
Neste momento, todos, em uma só voz, proclamávamos a Sua santidade:
"Santo, Santo, Santo
É o Senhor dos Exércitos,
Toda a Terra está cheia da sua Glória."
Lembrei, tentei lembrar quanto tempo fazia que eu não dizia: Santo, Santo, Santo. Senti vergonha, prostrei-me e clamei por diversas vezes: Santo, Santo, Santo. E Ele, em Sua infinita bondade, graça e amor dizia que me amava... que sentia saudades de mim.
Senti-me com as forças renovadas. Ele deixou com que eu olhasse em Seus olhos e dissesse: Jesus... amo você.
Lembrei que há horas atrás eu dizia: Não quero ir. Mas alguém disse: Você sabe que é importante, sabe que nós devemos ir. Até aí, eu não havia entendido que não estávamos indo apenas ao mesmo lugar de todos os domingos, mas sim, ao encontro do Santo dos santos.

quinta-feira, agosto 11, 2005

SESC Pompéia


Vou aproveitar mais um espaço para divulgar o meu primeiro texto que se tornou realmente público. Ando com uma vontade tremenda em pesquisar mais para poder fazer uns textos mais informativos, mas a falta de tempo tem me consumido de tal forma, que chego a desanimar.... mas eu chego lá. Boa Leitura.

No dia 09 de abril de 2005, estávamos preparados para mais uma visita-técnica. Desta vez, nosso destino foi o SESC Pompéia, onde analisamos, juntamente com o professor Wilson Luiz Lino de Sousa, da disciplina Lazer e Recreação, o equipamento de lazer ali instalado.
Nossa visita começou por volta das 10:30 horas com a monitoria do funcionário Laudo Bonifácio Júnior que nos explicou a história do SESC Pompéia, fornecendo também informações e curiosidades sobre a demanda de visitantes e usuários. Conseguimos ver na prática o que estamos estudando e aprendendo aos sábados pela manhã.
Durante a visita, identificamos o SESC Pompéia como um equipamento de lazer polivalente, com dimensões e capacidades grandes, por ser um estabelecimento destinado ao atendimento de massa, com programação diversificada, abrangendo variados interesses sócio-culturais.
Enquanto o monitor dava informações, nosso professor nos lembrava dos textos lidos e dos slides apresentados sobre teorias do lazer e descrição dos equipamentos. E nós, alunos, com máquinas e material de anotações em punho, vislumbrávamos um novo cenário que nos era apresentado.
Quem passa pelo SESC Pompéia talvez não perceba que ele expressa o que Dumazedier entende como a arquitetura do comportamento humano, que busca promover a interação entre as pessoas. O que mais encanta, é que Lina Bo Bardi, arquiteta que planejou a unidade da Pompéia, conseguiu fazer com que essa estrutura realmente funcionasse. Em consonância com a teoria de Dumazedier, que insere o comportamento humano na prática do lazer, a obra de Bo Bardi influencia as pessoas de uma forma incontestável; assim, os usuários do SESC se relacionam com o espaço e com o outro, ainda que sem planejar essa interação. Além disso, a antiga fábrica adaptada para o lazer, proporciona aos seus freqüentadores um desenvolvimento social bastante amplo, pois oferece acesso a novas e distintas informações.
Procurando diversificar suas instalações para atender diferentes interesses culturais, conteúdos e públicos, a unidade está localizada em uma região importante e de fácil acesso para aqueles que moram próximo ao local. Atende cerca de 5 mil pessoas ao dia e alcança a marca de 25 mil freqüentadores nos finais de semana e em grandes eventos.
Como toda e qualquer instalação, o equipamento acima descrito possui seus pontos negativos. Dificuldades para estacionar carros foi um problema identificado. Para àqueles que residem em lugares distantes do SESC Pompéia, identificou-se a necessidade de transporte coletivo, de qualidade, que desembarcasse os passageiros em frente ao SESC oriundo das distintas regiões da cidade. Essas mudanças seriam adequadas para melhor atender ao público freqüentador. Vale a pena conhecer o SESC. Ele está pronto para oferecer o que Dumazedier denomina os 3 D’s: diversão, descanso e desenvolvimento, pessoal e social.

Informações adicionais sobre unidades e horários de funcionamento visite:
http://www.sescsp.org.br/

quinta-feira, agosto 04, 2005

Escrever

Acabei de sair da sala de redação da faculdade. Eu estava vasculhando um pouco o blog do meu namorado e me bateu aquela inveja.
Eu criei um space no msn para atender às minhas necessidades de ter um blog e um super espaço para publicar minhas fotos, já que o fotoflog tem o limite de 1 foto/dia. Mas achei o blog dele tão completo, tão privativo... "Tá", confesso que minha afirmação foi um pouco estranha, afinal o que há de privativo num blog? Na realidade, resolvi criar um blog parecido com o dele... ter um espaço em que eu não seja identificada por fotos ou coisas do tipo, onde eu possa expressar as minhas idéias por mais sem nexo que elas sejam. Não... eu não tenho vergonha ou medo de mostrar quem realmente sou, até porque vocês já sabem que namoro e que faço faculdade. E é óbvio que por se tratar de um blog feminino, haverá mais textos voltados à sentimentos e minha vida pessoal do que a assuntos genéricos... tão diferente do blog do meu namorado... bom, mas características dos sexos não é o que eu quero colocar em questão, pelo menos agora.
No ensino médio, eu me interessei muito pela área jornalística. Tive um professor de História, o Alberto, que me incentivou muito a prestar jornalismo na faculdade Metodista. Aliás, vários colegas de classe queriam seguir a mesma profissão. Como a Metodista ficava de difícil acesso para mim, resolvi investir na Cáper Líbero.
Terminei o 3º colegial e não me lembro... grave defeito meu, esquecer as coisas. Enfim, não vou dizer o que prestei ou o que deixei de prestar porque é capaz de haver uma confusão.
Fiz 1 ano de cursinho no ETAPA - São Joaquim, e prestei JO na Cásper. Não passei. Abriu-se o vestibular para turismo (curso novo na faculdade) e resolvi tentar. Se eu passasse, decidiria depois o que fazer.
É... aqui estou eu no meio da aula de Alimentos e Bebidas, escrevendo. Estou gostando do curso e até aqui estou conseguindo realizar o desejo de esscrever, e de tornar meus textos públicos.
Temos um site voltado para turismo dentro do site da faculdade. Eu fiz uma matéria (se é que eu posso dizer que foi uma matéria), um texto a respeito de uma visita técnica que fizemos ao SESC Pompéia. O texto foi publicado. Se fiquei feliz com isso? Claro. Aliás, estou me preparando para um próximo desafio, o de escrever sobre os atrativos turísticos da cidade de São Paulo.
A vontade e o desejo de escrever, resultaram na criação desse blog.
Meu objetivo é seguir o conselho da Vilma, uma amiga do meu namorado: Quanto mais você escreve, melhor. A gente acaba se superando e, às vezes, até gosta do resultado.